O que a LGPD diz
A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) tem entre os seus princípios o da necessidade: usar só os dados pessoais necessários para a finalidade. Chamar um paciente é uma finalidade legítima. A questão é quanto do nome precisa aparecer para isso.
Na área da saúde, o cuidado é maior. Ver o nome de alguém na TV de uma clínica pode revelar, por si só, que a pessoa faz um tratamento. Em algumas especialidades, isso pesa mais do que em outras.
As três opções
| Opção | Na TV | Bom para |
|---|---|---|
| Nome completo | MARIA APARECIDA SILVA | Clínicas em que o nome não expõe nada sensível e há nomes parecidos na sala |
| Primeiro nome e iniciais | MARIA A. S. | O meio-termo: a pessoa se reconhece, e quem está em volta não descobre o nome inteiro |
| Só a senha | N012 | Especialidades sensíveis, ou quando a clínica prefere não mostrar nome nenhum |
E a voz?
A voz deve seguir a tela. Não adianta mostrar só a senha e falar o nome completo. Se a clínica escolhe só a senha, a chamada falada também deve dizer só a senha.
Outros cuidados na sala de espera
- Mostre só o necessário na TV: quem e para onde. O motivo da consulta ou o exame não precisa aparecer.
- Cada pessoa da equipe com o próprio login, para saber quem acessou o quê.
- Os dados de uma clínica nunca visíveis para outra, no caso de sistemas na nuvem.
No Qivah
No Qivah, cada unidade escolhe como o nome aparece na TV: nome completo, primeiro nome e iniciais, ou só a senha. A voz fala o mesmo que aparece na tela. A TV mostra só quem é chamado e para onde, sem o exame. Cada pessoa da equipe tem o próprio login, e os dados de cada clínica ficam separados.
Este guia não substitui a orientação de quem cuida da proteção de dados na clínica.